Entrelaçada à mão, esta escultura têxtil em rami nasce do encontro entre matéria bruta e intenção consciente. Seus fios naturais percorrem caminhos orgânicos, criando um movimento contínuo que remete ao tempo, à fluidez e à conexão entre opostos: força e delicadeza, terra e ar, silêncio e presença.
O rami, fibra ancestral e resistente, sustenta a obra como um eixo de equilíbrio. Ele ancora, protege e conduz. As curvas entrelaçadas no topo simbolizam ciclos que se cruzam, decisões que se transformam e a beleza que surge quando não se força o fluxo, apenas se respeita o ritmo.
As franjas longas descem como raízes sensíveis, tocando o espaço com leveza e profundidade. Não decoram: habitam. Criam um campo visual e energético que acolhe, organiza e convida à pausa.
Mais do que uma peça de parede, esta escultura é um gesto. Um portal têxtil que transforma o ambiente em refúgio, presença e intenção.